Diabetes: o que é pré-diabetes?

agosto 12th, 2010 por admin Leave a reply »

healthy-diabetic-daily-meal-plans-800X800O que significa dizer que uma pessoa tem pré-diabetes?

O termo pré-diabetes é utilizado desde 2002 e foi criado para substituir as expressões glicemia de jejum alterada e intolerância ao teste de glicose. Na prática, pré-diabetes é o termo médico que equivale ao termo popular ‘começo do diabetes’.

 

Quais são os fatores de risco?

Os fatores de risco para se tornar um pré-diabético e, consequentemente, diabético (se não combatidos os fatores) são:

• Obesidade;

• Hereditariedade;

• Falta de atividade física regular;

• Hipertensão;

• Níveis altos de colesterol e triglicérides;

• Medicamentos, como os à base de cortisona;

• Idade acima dos 40 anos (para o diabetes tipo II).

 

É importante também ressaltar que uma pessoa que tem pré-diabetes tem risco maior de ter infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, problemas nos olhos, nos rins, nos nervos e nos vasos sanguíneos, comparada com uma pessoa que não tem pré-diabetes.

A cada cem pessoas com pré-diabetes, onze podem desenvolver a doença a cada ano, se não forem tomadas medidas preventivas.

 

Como é possível identificar o pré-diabetes?

Para sabermos se uma pessoa tem pré-diabetes, podem ser feitos dois testes:

a) glicemia de jejum;

b) teste oral de tolerância à glicose (TOTG). Nesse teste o paciente ingere um líquido contendo 75 gramas de glicose e depois de 2 horas o laboratório mede sua glicose no sangue (glicemia).

 

Na verdade esses são os mesmos testes que fazemos para saber se uma pessoa está diabética.

• Para glicemia de jejum, consideramos normais valores abaixo de 100 mg/dl. Entre 100 e 125 mg/dl, denominamos pré-diabetes. Acima de 126 mg/dl, constatamos que a pessoa já é portadora de diabetes.

• Para o teste oral de tolerância à glicose (TOTG), uma pessoa tem valor normal se estiver abaixo de 140 mg/dl. Entre 140 e 200 mg/dl, é pré-diabética. Maior que 200 mg/dl, definimos como sendo portadora de diabetes mellitus.

 

O que pode ser feito no dia a dia para retardar o aparecimento de diabetes?

As melhores maneiras de prevenir o diabetes são:

a) a realização frequente de atividade física e ter uma alimentação saudável. Isso ajuda a perder peso, evitar a hipertensão e problemas cardíacos;

b) controlar o peso. O excesso de peso e a obesidade são fatores de risco importantes para o desenvolvimento de pré-diabetes e diabetes. As pessoas que estão acima de seu peso ideal desenvolvem resistência à insulina. Quando o pâncreas, que produz a insulina, não conseguir fabricar a quantidade suficiente de insulina, há o desenvolvimento do diabetes;

c) não fumar;

d) ter cuidados com a pressão arterial e com o colesterol.

 

O que é a retinopatia diabética?

Retinopatia diabética é a lesão na retina causada pelas complicações do diabetes mellitus, podendo evoluir para uma cegueira. A prevalência de retinopatia diabética em diabéticos dependentes de insulina é de 40%, enquanto em diabéticos não dependentes de insulina é de 20%. A faixa etária mais acometida está entre 30-65 anos, sendo o sexo feminino afetado com maior frequência.

 

Como pode ser tratada?

Em muitos casos o tratamento não é necessário, mas, periodicamente, o paciente deverá se submeter a um exame oftalmológico. Em outros casos pode-se recomendar um tratamento para deter o avanço das lesões causadas pela retinopatia diabética e, se possível, melhorar a qualidade da visão. No procedimento chamado fotocoagulação, mira-se um raio laser na retina para selar os vasos sanguíneos, com pequenas aplicações, reduzindo aí o edema macular (mácula é a região da retina que possibilita ver detalhes minúsculos, como letras e números).

 

E como podemos classificar a neuropatia diabética?

As várias formas de classificação da neuropatia diabética podem ser divididas em três grandes categorias:

 

Polineuropatia periférica simétrica – quando há envolvimento de nervos periféricos múltiplos de forma simétrica.

Mononeuropatia ou mononeurite múltipla – quando há envolvimento de vários troncos nervosos específicos.

Neuropatia autonômica – quando há envolvimento do sistema nervoso autônomo.

 

A forma mais comum de neuropatia diabética é a polineuropatia periférica simétrica.

 

Outras formas de classificação da neuropatia diabética (ND):

a) SUBCLÍNICA: não apresenta nenhum sintoma e é a forma mais comum. É muito importante ressaltar que esse tipo de ND somente pode ser descoberto através de exames clínicos (por exemplo, exame neurológico e testes de neurofisiologia ou de análise da variabilidade da frequência cardíaca – VFC – por eletrocardiografia computadorizada);

b) CLÍNICA: apresenta alguma manifestação como câimbras ou dores nos pés.

 

Conforme a localização anatômica, as neuropatias podem ser:

a) Difusas: quando há um acometimento generalizado ou sistêmico de todos os nervos periféricos. A neuropatia difusa é também conhecida como polineuropatia (PNP) clássica, que é, de longe, a forma mais comum. Essa neurite sempre começa pelos dedos dos pés e, após alguns anos, acomete também pernas, coxas e finalmente (após 10 anos de evolução) as mãos. Caracteristicamente acomete os dois lados do corpo;

b) Focais ou Multifocais: quando a lesão está confinada à distribuição de um único ou de vários nervos periféricos isolados.

Por exemplo, a chamada síndrome do túnel do carpo, que acomete uma das mãos e a pessoa costuma acordar à noite com os dedos das mãos formigando.

Não é raro que pessoas apresentem mais de um tipo de neuropatia.

A neuropatia diabética se inicia justamente por fibras (nervos) que, além de estarem espalhadas por todo o corpo, são as responsáveis por processos vitais e automáticos do nosso organismo. Por exemplo, a função sexual, a produção do suor, a eliminação da urina pela bexiga, a deglutição, a respiração e o próprio coração (pulso ou batimento cardíaco e pressão arterial). Como essas fibras estão interligadas, a neuropatia pode se espalhar, manifestando-se de diferentes formas, conforme seja a característica da área do corpo afetada.

 

Como é o tratamento?

O tratamento da neuropatia diabética é bem parecido com o tratamento do diabetes de um modo geral: manter um controle rígido sobre os níveis de glicose evita complicações, incluindo danos ao nervo. No DCCT (Estudo de Complicações e Controle da Diabetes), os pacientes que receberam tratamento agressivo de insulina e mantiveram baixo de forma razoável o açúcar no sangue reduziram os riscos que correm com a neuropatia em 60% (os pacientes do DCCT que mantiveram seu açúcar no sangue baixo por uma média de 6,5 anos também eliminaram os riscos de cegueira e doença renal).

 

Os mais recentes tratamentos para diabetes:

Um dos produtos que promete acabar com o desconforto das picadas é a insulina inalável. Trata-se de uma insulina com ação rápida, que pode ser empregada antes das refeições, por meio de um aparelho parecido com um inalador.

Outro tipo de tratamento é o transplante pancreático e o transplante de ilhotas. Combinando o transplante de rim e pâncreas, o procedimento diminui a rejeição imunológica, quando comparado com o transplante único do pâncreas. No entanto, há dois desafios para esse tipo de tratamento: o número de doadores e a rejeição do órgão transplantado.

Para o futuro, a grande promessa são as células-tronco.

 

 

Fonte:http://idmed.uol.com.br/Saúde/Saúde-de-A-Z/diabetes-o-que-e-pre-diabetes.html

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