Cresce procura por terapia alternativa na rede pública

maio 18th, 2012 por admin No comments »
A procura por práticas alternativas na rede pública de saúde cresceu até 358% de 2007 a 2008, de acordo com dados do governo federal. Entre elas estão acupuntura, homeopatia e atividades como tai chi chuan e lian gong. As práticas corporais tiveram o maior aumento, passando de 27,6 mil atendimentos em 2007para 126,6 mil em 2008. Isso tem gerado mais investimentos no setor.
Especialistas apontam que o crescimento está ligado à portaria publicada pelo Ministério da Saúde, em 2006, criando a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). A norma autorizou terapias alternativas no Sistema Único de Saúde (SUS) e uniformizou os procedimentos. Outro motivo seria o maior número de médicos especializados, permitindo que mais municípios disponibilizem os serviços. Em 2008, 1.340 cidades ofereciam essas práticas gratuitamente.
Apesar de algumas das técnicas da medicina não convencional ainda despertarem ceticismo, como a homeopatia, sua eficácia no tratamento de doenças crônicas tem sido cada vez mais reconhecida. Os médicos recomendam a aplicação para pacientes com doenças associadas ou para aquelas com múltiplas causas, como fibromialgia.
A ressalva feita pelo Conselho Federal de Medicina é que, antes de qualquer terapia, o paciente deve passar por um médico. “É temerário iniciar qualquer tratamento sem saber a causa certa da doença. Há certos tipos de lesão, por exemplo, para as quais a prática de tai chi chuan é contraindicada”, diz o presidente do conselho, Roberto D”Ávilla. Para a especialista em homeopatia Sandra Chaim, essas práticas têm apoio dos gestores de saúde porque aumentam o índice de satisfação da população com o serviço e a adesão ao tratamento.
O presidente da Associação Médica Brasileira de Acupuntura, Ruy Tanigawa, aponta pesquisa que mostra a melhora da autoestima dos médicos.
DIVULGAÇÃO
Agora, o Ministério da Saúde quer priorizar a difusão de informações sobre as técnicas para pacientes, gestores e profissionais de saúde. “Já temos um número 0800 que presta informações sobre procedimentos, indicações e contraindicações, mas precisamos divulgá-lo mais e incentivar o uso das terapias. A Organização Mundial da Saúde recomenda há anos a inclusão das práticas alternativas e o uso de plantas medicinais, por exemplo”, diz a coordenadora do PNPIC, Carmem De Simoni.
Dentro do programa há dezenas de terapias incluídas em áreas distintas: medicina tradicional chinesa (práticas corporais e shiatsu), acupuntura, homeopatia, fitoterapia, crenoterapia (uso de águas minerais com propriedades medicamentosas) e medicina antroposófica (busca conhecer o ser humano considerando sua relação com a natureza e emoções).
Neste ano, o ministério vai financiar a produção de seis fitoterápicos à base de alcachofra, aroeira, cáscara sagrada, garrado-diabo, isoflavona e unha-de-gato. De 2000 a 2008, o governo aumentou em mais de 370% o investimento em consultas homeopáticas, passando de R$ 611,3 mil para R$ 2,9 milhões. No mesmo período, os gastos com acupuntura subiram de R$ 278,7 mil para R$ 3,9 milhões. Para Cristina Barros, gerente de Práticas Integrativas Complementares da Secretaria Municipal da Saúde e Defesa Civil do Rio, esse tipo de tratamento é complementar aos programas já instituídos. “Queremos dar ênfase à promoção da saúde. O paciente com diabete é encaminhado para o serviço de massagens nos pés, enquanto o hipertenso vai para atividades físicas.” No Rio há 64 unidades que oferecem algum serviço de medicina não convencional. Em São Paulo, o atendimento pode ser encontrado em hospitais como Santa Casa, Servidor Público e São Paulo, além de postos municipais. Números
126 mil atendimentos de práticas corporais, como tai chi chuan, foram feitos pelo SUS em 2008. No ano anterior, o número era de 27 mil, o que representa um aumento de 358%
216 mil procedimentos de acupuntura foram feitos pelo SUS em 2008, contra 97 mil em 2007. O aumento foi de 122%
1.340 municípios brasileiros ofereceram em 2008 algum tipo de terapia alternativa aos usuários. Em 2004 eram 203
Não melhorou só a visão, mas também a autoestima.
Karina Toledo
Um dos beneficiados com a ampliação da oferta de acupuntura no Sistema Único de Saúde (SUS) é José Cândido, de 48 anos, portador de uma doença degenerativa que afeta a retina e pode levar à cegueira. Cândido iniciou um tratamento no ambulatório da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) há três anos e conta que a melhora foi significativa. “Não melhorou só a visão, mas a autoestima também. Me sinto mais seguro para realizar minhas atividades.”

A procura por práticas alternativas na rede pública de saúde cresceu até 358% de 2007 a 2008, de acordo com dados do governo federal. Entre elas estão acupuntura, homeopatia e atividades como tai chi chuan e lian gong. As práticas corporais tiveram o maior aumento, passando de 27,6 mil atendimentos em 2007para 126,6 mil em 2008. Isso tem gerado mais investimentos no setor.

Especialistas apontam que o crescimento está ligado à portaria publicada pelo Ministério da Saúde, em 2006, criando a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). A norma autorizou terapias alternativas no Sistema Único de Saúde (SUS) e uniformizou os procedimentos. Outro motivo seria o maior número de médicos especializados, permitindo que mais municípios disponibilizem os serviços. Em 2008, 1.340 cidades ofereciam essas práticas gratuitamente.

Apesar de algumas das técnicas da medicina não convencional ainda despertarem ceticismo, como a homeopatia, sua eficácia no tratamento de doenças crônicas tem sido cada vez mais reconhecida. Os médicos recomendam a aplicação para pacientes com doenças associadas ou para aquelas com múltiplas causas, como fibromialgia.

A ressalva feita pelo Conselho Federal de Medicina é que, antes de qualquer terapia, o paciente deve passar por um médico. “É temerário iniciar qualquer tratamento sem saber a causa certa da doença. Há certos tipos de lesão, por exemplo, para as quais a prática de tai chi chuan é contraindicada”, diz o presidente do conselho, Roberto D”Ávilla. Para a especialista em homeopatia Sandra Chaim, essas práticas têm apoio dos gestores de saúde porque aumentam o índice de satisfação da população com o serviço e a adesão ao tratamento.

O presidente da Associação Médica Brasileira de Acupuntura, Ruy Tanigawa, aponta pesquisa que mostra a melhora da autoestima dos médicos.

DIVULGAÇÃO

Agora, o Ministério da Saúde quer priorizar a difusão de informações sobre as técnicas para pacientes, gestores e profissionais de saúde. “Já temos um número 0800 que presta informações sobre procedimentos, indicações e contraindicações, mas precisamos divulgá-lo mais e incentivar o uso das terapias. A Organização Mundial da Saúde recomenda há anos a inclusão das práticas alternativas e o uso de plantas medicinais, por exemplo”, diz a coordenadora do PNPIC, Carmem De Simoni.

Dentro do programa há dezenas de terapias incluídas em áreas distintas: medicina tradicional chinesa (práticas corporais e shiatsu), acupuntura, homeopatia, fitoterapia, crenoterapia (uso de águas minerais com propriedades medicamentosas) e medicina antroposófica (busca conhecer o ser humano considerando sua relação com a natureza e emoções).

Neste ano, o ministério vai financiar a produção de seis fitoterápicos à base de alcachofra, aroeira, cáscara sagrada, garrado-diabo, isoflavona e unha-de-gato. De 2000 a 2008, o governo aumentou em mais de 370% o investimento em consultas homeopáticas, passando de R$ 611,3 mil para R$ 2,9 milhões. No mesmo período, os gastos com acupuntura subiram de R$ 278,7 mil para R$ 3,9 milhões. Para Cristina Barros, gerente de Práticas Integrativas Complementares da Secretaria Municipal da Saúde e Defesa Civil do Rio, esse tipo de tratamento é complementar aos programas já instituídos. “Queremos dar ênfase à promoção da saúde. O paciente com diabete é encaminhado para o serviço de massagens nos pés, enquanto o hipertenso vai para atividades físicas.” No Rio há 64 unidades que oferecem algum serviço de medicina não convencional. Em São Paulo, o atendimento pode ser encontrado em hospitais como Santa Casa, Servidor Público e São Paulo, além de postos municipais. Números

126 mil atendimentos de práticas corporais, como tai chi chuan, foram feitos pelo SUS em 2008. No ano anterior, o número era de 27 mil, o que representa um aumento de 358%

216 mil procedimentos de acupuntura foram feitos pelo SUS em 2008, contra 97 mil em 2007. O aumento foi de 122%

1.340 municípios brasileiros ofereceram em 2008 algum tipo de terapia alternativa aos usuários. Em 2004 eram 203

Não melhorou só a visão, mas também a autoestima.

Karina Toledo

Um dos beneficiados com a ampliação da oferta de acupuntura no Sistema Único de Saúde (SUS) é José Cândido, de 48 anos, portador de uma doença degenerativa que afeta a retina e pode levar à cegueira. Cândido iniciou um tratamento no ambulatório da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) há três anos e conta que a melhora foi significativa. “Não melhorou só a visão, mas a autoestima também. Me sinto mais seguro para realizar minhas atividades.”

Fonte: Fisioterapia Atual

Mieloma Múltiplo

maio 17th, 2012 por admin No comments »
O mieloma múltiplo, como a leucemia, é um tipo de câncer que afeta a medula óssea e atinge principalmente idosos. Seu aparecimento se dá devido ao crescimento descontrolado de células plasmáticas, que constituem cerca de 5% das células da medula e são responsáveis pela produção de anticorpos. Quando a quantidade destas células chega a 30%, podem surgir lesões ósseas que se assemelham a uma osteoporose severa. Os níveis de cálcio e proteína no sangue também se elevam, causando danos às células sangüíneas vermelhas e brancas, resultando em anemia e fadiga. O sistema imunológico do paciente também fica comprometido, predispondo-o a infecções.
A infiltração das células no osso causa dores e fraturas patológicas. Problemas renais também são comuns. Embora a doença esteja sendo estudada em todo o mundo, inclusive no Brasil, especialistas desconhecem as causas do mieloma múltiplo. Por se tratar de uma doença rara, ainda não existe informação sobre incidência, estimativas de novos casos ou mortalidade entre os brasileiros.
De acordo com as estatísticas da entidade norte-americana Fundação Internacional de Mieloma (IMF), cerca de 15 mil pessoas nos Estados Unidos deverão desenvolver mieloma múltiplo somente em 2006. Os dados fornecidos pela IMF mostram ainda que a incidência da doença nos indivíduos de raça negra é duas vezes maior que nos de raça branca (nove para cada 100 mil habitantes e quatro para cada 100 mil, respectivamente).
De acordo com o onco-hematologista José Salvador, do Hospital Santa Marcelina, em São Paulo, e membro do Comitê Científico da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE), novas opções de tratamento vêm surgindo. “O uso da talidomida, isolada ou combinada a outros remédios, tem se mostrado eficiente no tratamento de pacientes com a doença. Além disso, tratamentos de suporte podem ser oferecidos, tais como: transfusão de sangue, em casos de anemia profunda; bisfosfonato ou analgésicos, para dor óssea, e antibióticos, para os casos de febre ou evidência de infecção”, explica. A finalidade do tratamento é proporcionar ao paciente a melhora na sua qualidade de vida. “Os efeitos da doença também devem ser controlados, tendo sua velocidade reduzida ou interrompida. A remissão (controle da doença) pode durar anos e até mesmo décadas”, explica o onco-hematologista. Para o paciente, Archibald Woodruff, 64 anos o principal desafio é a falta de informação sobre a doença, que ainda é pouco conhecida: “É muito importante que a doença seja mais conhecida por todos, em especial pela comunidade médica, para que seja feito o diagnóstico correto o quanto antes”, afirma.
Fonte:

O mieloma múltiplo, como a leucemia, é um tipo de câncer que afeta a medula óssea e atinge principalmente idosos. Seu aparecimento se dá devido ao crescimento descontrolado de células plasmáticas, que constituem cerca de 5% das células da medula e são responsáveis pela produção de anticorpos. Quando a quantidade destas células chega a 30%, podem surgir lesões ósseas que se assemelham a uma osteoporose severa. Os níveis de cálcio e proteína no sangue também se elevam, causando danos às células sangüíneas vermelhas e brancas, resultando em anemia e fadiga. O sistema imunológico do paciente também fica comprometido, predispondo-o a infecções.

A infiltração das células no osso causa dores e fraturas patológicas. Problemas renais também são comuns. Embora a doença esteja sendo estudada em todo o mundo, inclusive no Brasil, especialistas desconhecem as causas do mieloma múltiplo. Por se tratar de uma doença rara, ainda não existe informação sobre incidência, estimativas de novos casos ou mortalidade entre os brasileiros.

De acordo com as estatísticas da entidade norte-americana Fundação Internacional de Mieloma (IMF), cerca de 15 mil pessoas nos Estados Unidos deverão desenvolver mieloma múltiplo somente em 2006. Os dados fornecidos pela IMF mostram ainda que a incidência da doença nos indivíduos de raça negra é duas vezes maior que nos de raça branca (nove para cada 100 mil habitantes e quatro para cada 100 mil, respectivamente).

De acordo com o onco-hematologista José Salvador, do Hospital Santa Marcelina, em São Paulo, e membro do Comitê Científico da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE), novas opções de tratamento vêm surgindo. “O uso da talidomida, isolada ou combinada a outros remédios, tem se mostrado eficiente no tratamento de pacientes com a doença. Além disso, tratamentos de suporte podem ser oferecidos, tais como: transfusão de sangue, em casos de anemia profunda; bisfosfonato ou analgésicos, para dor óssea, e antibióticos, para os casos de febre ou evidência de infecção”, explica. A finalidade do tratamento é proporcionar ao paciente a melhora na sua qualidade de vida. “Os efeitos da doença também devem ser controlados, tendo sua velocidade reduzida ou interrompida. A remissão (controle da doença) pode durar anos e até mesmo décadas”, explica o onco-hematologista. Para o paciente, Archibald Woodruff, 64 anos o principal desafio é a falta de informação sobre a doença, que ainda é pouco conhecida: “É muito importante que a doença seja mais conhecida por todos, em especial pela comunidade médica, para que seja feito o diagnóstico correto o quanto antes”, afirma.

Fonte:  Portal da Fisioterapia

Espirometria

maio 16th, 2012 por admin No comments »
O ar que está alojado dentro dos pulmões é constantemente renovado, permitindo, desta forma, que a hematose se concretize. Mas, para tanto, é necessário que os pulmões mantenham um ritmo e uma amplitude de movimento adequados. Assim, obtemos os resultados da quantidade de ar que ingressa no aparelho respiratório bem como a velocidade de circulação do ar durante os ciclos da respiração. A espirometria é a medida da quantidade de ar inspirado e expirado expressa em litros. O rendimento respiratório é a velocidade de renovação do ar expresso em litros por segundo. VOLUMES E CAPACIDADES PULMONARES: O AR CONTIDO NOS PULMÕES Considera-se que do ritmo e da amplitude dos movimentos do aparelho torácico pulmonar depende o renovamento do ar nos pulmões e consequentemente a constância da hematose. Esta é a resultante da quantidade de ar introduzida em cada respiração e da velocidade com a qual ele circula no aparelho respiratório. Em cada movimento respiratório normal, movimenta-se um volume de ar que se conhece  com o nome de volume corrente, ou seja, é o volume de ar inspirado ou expirado em cada incursão respiratória normal, perfazendo cerca de 500ml no homem adulto jovem normal. Ao final de uma expiração normal (posição expiratória de repouso), ficam nos pulmões cerca de 2.300 ml de ar. Este volume é denominado capacidade residual funcional e é igual ao volume de reserva expiratório mais o volume residual. Volume de reserva expiratório é a quantidade de ar que ainda pode ser expirada, pela expiração forçada, após o término da expiração corrente normal, normalmente cerca de 1.100 ml. Volume residual é o volume de ar que ainda permanece no pulmão após um expiração forçada, é em média de 1.200 ml. Volume de reserva inspiratório é o volume extra de ar que pode ser inspirado, sobre e além do volume corrente normal, em geral é de 3.000 ml. A capacidade inspiratória é o volume máximo que pode ser inspirado a partir da posição expiratória de repouso, distendendo os pulmões ao máximo. Compreende, portanto a soma do volume corrente e do volume de reserva inspiratório , ou seja cerca de 3.500 ml. O volume que é possível expulsar durante uma expiração forçada consecutiva a inspiração máxima é denominado capacidade vital, que corresponde a 4.500 ml, o que significa o maior volume de ar que pode ser movimentado num único movimento respiratório e compreende a soma de volume corrente, volume de reserva inspiratório e o expiratório. A capacidade pulmonar total é o volume máximo a que os pulmões podem ser expandidos com o maior esforço respiratório possível (cerca de 5.800 ml), é igual a capacidade vital mais o volume residual. É o maior volume que os pulmões e o tórax podem alcançar. Todos os volumes e capacidades pulmonares são cerca de 20 a 25% menores na mulher do que no homem, e evidentemente apresentam valores maiores em pessoas grandes e atléticas do que nas pessoas astênicas e pequenas. O volume corrente é calculado facilmente a partir dos espirogramas, ou dividindo-se a ventilação pulmonar total pela frequência respiratória. A frequência respiratória e o volume corrente variam muito de um indivíduo a outro. Habitualmente a frequência respiratória no adulto encontra-se entre 10 a 15 respirações por minuto e o VC entre 400 a 600 ml. 1.CAPACIDADE VITAL: VC + VRI + VRE= 4.500 ml 2.CAPACIDADE INSPIRATÓRIA= VC = VRI= 3.500 ml 3.CAPACIDADE RESIDUAL FUNCIONAL= VRE = VR= 2.500 ml 4.CAPACIDADE PULMONAR TOTAL= CV = VR= 5.800 ml a) Nível Expiratório de Repouso: A ventilação pulmonar normal é realizada quase totalmente pelos músculos da inspiração. Ao relaxarem, as propriedades elásticas dos pulmões e do tórax fazem com que os pulmões retraiam passivamente; portanto quando os músculos inspiratórios se acham totalmente relaxados, os pulmões retornam a um estado de relaxamento denominado Nível Expiratório de Repouso. O volume de ar nos pulmões neste nível é igual a capacidade residual funcional, ou cerca de 2.300 ml no adulto jovem. b) Significado dos Volumes e Capacidades Pulmonares: Nas pessoas normais, o volume de ar dos pulmões dependem essencialmente do tamanho e da estrutura corporal. Além disso, os diferentes volumes e capacidades se alteram com a posição do corpo; a maior parte deles diminui quando a pessoa se deita e aumenta quando ela se levanta. Esta mudança com a posição se deve a dois fatores principais: primeiro, a tendência do conteúdo abdominal a fazer pressão para cima, contra o diafragma., quando a pessoa está deitada, e, segundo, o aumento do volume sanguíneo pulmonar na posição deitada, que diminui correspondentemente o espaço disponível para o ar pulmonar. c) Significado do Volume Residual: O volume residual representa o ar que não pode ser removido dos pulmões mesmo através de uma expiração forçada. É importante porque mantém ar dentro dos alvéolos, que, por sua vez, fazem a aeração do sangue nos intervalos das respirações. Não fosse o ar residual, a concentração de dióxido de carbono no sangue aumentaria e cairia muito em cada respiração, e certamente seria desvantajoso para o processo respiratório. d) Significado da Capacidade Vital: Outros fatores que não a arquitetura anatômica de uma pessoa e que afetam a capacidade vital são: (1) a posição da pessoa durante a determinação da capacidade vital;(2) a força dos músculos respiratórios e (3) a distensibilidade dos pulmões e da caixa torácica, o que é denominado complacência pulmonar. A capacidade vital média no adulto jovem masculino é de mais ou menos 4,6 l e, no adulto jovem feminino, cerca de 3,1 l, embora esses valores sejam muito maiores em algumas pessoas do mesmo peso que em outras. Uma pessoa alta e magra, em geral, possui uma capacidade vital maior do que uma pessoa obesa, e um atleta bem desenvolvido pode ter uma taxa vital 30 a 40% acima do normal, isto é, de 6 a 7 litros. VOLUME-MINUTO RESPIRATÓRIO, FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA E VOLUME CORRENTE O volume-minuto respiratório é a quantidade total de ar novo que entra nas vias respiratórias a cada minuto e equivale ao volume corrente multiplicado pela frequência respiratória. O volume corrente normal é de cerca de 500 ml e a frequência respiratória normal aproximada é de 12 respirações por minuto. Portanto, o volume-minuto respiratório é, em média, cerca de 6 l por minuto. Uma pessoa pode ocasionalmente viver por pequenos períodos de tempo com um volume-minuto tão baixo como 1,5 l por minuto e com uma frequência respiratória tão baixa como de 2 a 4 respirações por minuto. Às vezes, a frequência respiratória se eleva a 40 a 50 por minuto e o volume corrente pode tornar-se tão grande como a capacidade vital, cerca de 4.600 ml no adulto jovem masculino. Contudo, com a frequência respiratória rápida, uma pessoa geralmente não pode manter o volume corrente maior do que a metade da capacidade vital. Mantido o mesmo volume-minuto, duplica-se a frequência respiratória, o volume corrente fica pela metade. ESPAÇO MORTO Parte do ar que uma pessoa respira nunca alcança as áreas de troca gasosa, servindo apenas para encher as vias respiratórias. Este ar é denominado ar do espaço morto, pois não é útil para o processo de troca gasosa. Na expiração, o ar no espaço morto é expirado primeiro, antes que qualquer ar proveniente dos alvéolos alcance a atmosfera. Portanto, o espaço morto é igualmente desvantajoso para remover dos pulmões os gases expiratórios. O espaço morto normal, no adulto jovem, é de cerca de 150 ml. Este valor aumenta um pouco com a idade. Espaço morto anatômico: é o volume de todo o espaço do sistema respiratório, com exclusão das áreas de troca gasosa. Espaço morto fisiológico: quando o espaço morto alveolar é incluído na mensuração total do espaço morto. FREQUÊNCIA DA VENTILAÇÃO ALVEOLAR Ventilação alveolar por minuto é o volume total do ar que penetra nos alvéolos (e em outras áreas adjacentes de troca gasosa) a cada minuto. É igual a frequência respiratória multiplicada pela quantidade de ar novo que penetra nos alvéolos e cada incursão respiratória. Desse modo, com o volume corrente normal de 500 ml, o espaço morto de 150 ml e uma frequência respiratória de 12 por minuto, a ventilação alveolar é igual a 12 x (500 – 150) ou 4.200 ml por minuto. Teoricamente, quando o volume corrente cai até igualar o volume do espaço morto, isso significa que absolutamente nenhum ar novo está penetrando nos alvéolos a cada incursão respiratória, e a ventilação alveolar por minuto passa a ser zero, por mais rapidamente que a pessoa respire. Entretanto, isso não é inteiramente verdadeiro, pois os padrões de fluxo nas passagens aéreas permite que o ar alveolar seja expirado antes de ser expirado todo o ar do espaço morto. Além disso, o mesmo é válido para a inspiração. Portanto, pode haver pequena quantidade de ventilação alveolar até mesmo com volumes correntes de apenas 60 a 75 ml. Por outro lado, quando o volume corrente é de vários litros, o efeito do volume do espaço morto sobre a ventilação é quase insignificante. ESPIROMETRIA A capacidade vital e suas divisões podem ser medidas com um espirômetro registrador. Esse método consiste em registrar o volume de ar movimentado para dentro e para fora dos pulmões expresso em litros ou frações de litros. Esse aparelho consiste em um tambor invertido sobre uma câmara de água; o tambor é contrabalançado por um peso. No tambor, existe uma mistura de gases respiratórios, geralmente ar ou oxigênio, e um tubo conecta a boca do indivíduo examinado com essa câmara de gás. Ao respirar para dentro e fora da câmara, o tambor se eleva e cai, e um registro apropriado é feito sobre uma folha de papel em movimento. Diversos tipos de aparelhos permitem a prática de Espirometria. O mais conhecido é o espirômetro de Huntchinson. Compõe-se o aparelho: -De um reservatório, aberto na extremidade superior; -De um tubo vertical, que atravessa um cilindro envolvido pela água do reservatório; a extremidade superior do tubo é livre e se acerca do bordo do recipiente; a outra se continua com um tubo de borracha que leva um bocal de vidro; -De uma câmara invertida, alojada dentro do reservatório e que aí se mantêm em equilíbro por meio do contrapeso, unida a ele por um fio que se liga a uma polia. -De uma escala, graduada em litros e frações de litro, que permite apreciar e medir os movimentos da campânula. Enche-se de água o cilindro, até que a extremidade superior do tubo apenas sobressaia. Inicialmente expulsa-se o ar da campânula, de maneira que o indicador se encontre em face do zero da escala. Qualquer introdução de ar no aparelho, através do bocal, revela-se por uma ascensão da campânula, posto que o ar vai substituir a água que o enche. Deste modo a campânula sobrenada e, sendo ela exatamente equilibrada pelo contrapeso, guarda, em qualquer momento, a posição que tomou; a quantidade de ar introduzido é então lido na escala pela posição do indicador. ESPIROGRAFIA O espirograma é uma representação gráfica que mostra as alterações no volume do pulmão sob diferentes condições de respiração. Os volumes e capacidades pulmonares são determinadas em um espirógrafo. Quando o indivíduo inspira, o estilete sobe, e na expiração ele desce. EXPERIMENTO: a) Volume de ar Corrente (VC): É medido a partir de uma inspiração normal e uma expiração também normal. Inicialmente mediu-se o volume minuto respiratório, ou seja, medimos a quantidade de ar expirado em um minuto com expirações normais. Além disso contou-se o número de respirações e obteve-se o volume de ar corrente. Normalmente, em um homem jovem adulto normal, corresponde a 500 ml. b) Volume de Reserva Inspiratório (VRI): Inicialmente o indivíduo inspira normalmente, a seguir, após essa inspiração normal ele inspira forçadamente, promovendo um acréscimo de ar nos pulmões, o qual é medido e denomina-se volume de reserva inspiratório. Esse volume equivale a cerca de 3.000 ml. c) Volume de Reserva Expiratório (VRE): É o volume de ar medido após uma inspiração normal mediante um esforço expiratório máximo. Corresponde em média a 1.100 ml. d) Volume Residual (VR): É o volume de ar que permanece nos pulmões mesmo após uma expiração forçada máxima. Por isso não pode ser medido através do espirômetro. Ele varia conforme o indivíduo, mas corresponde aproximadamente a 1.200 ml para uma pessoa de 70 Kg. Assim seria em média 17 ml por Kg de peso. Porém deve-se considerar que varia de acordo com as dimensões da caixa toráxica. As capacidades pulmonares correspondem a soma de dois ou mais volumes pulmonares. ALGUMAS CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES Ao examinarmos os valores obtidos por espirometria devemos levar em conta os seguintes aspectos: 1) para diferentes valores de volume corrente: -superfície corporal; -sexo; -posição; -idade; 2) para os volumes de reserva inspiratória e expiratória: -postura; -tipo respiratório; -ventilação pulmonar ou volume-minuto, que pode apresentar grande variabilidade. Outra observação importante é que o volume residual não pode ser medido diretamente por espirometria, pois é o volume que permanece no pulmão mesmo na expiração forçada. FLUXO EXPIRATÓRIO MÁXIMO Na asma, como em outras doenças respiratórias, a resistência ao fluxo aéreo torna-se particularmente grande durante a expiração. Para compreender os fatores que exercem efeito sobre a capacidade da pessoa em expirar foi criado o conceito Fluxo Expiratório Máximo: é o fluxo expiratório causado por uma grande força expiratória a partir da qual nenhuma força adicional expiratória pode aumentá-lo. O fluxo expiratório máximo é maior quando os pulmões estão cheios com grande volume de ar do que quando estão vazios. O efeito do colapso bronquiolar sobre o fluxo expiratório máximo pode ser notado da seguinte forma: -A pessoa normal inala o máximo possível de ar; -Após, essa pessoa expira com esforço expiratório máximo até não mais poder expirar. Então rapidamente é alcançado o fluxo aéreo expiratório máximo que pode ser superior a 400 ml/min. Porém, seja qual for o esforço expiratório adicional que venha a exercer, ainda será esse fluxo que ele consegue obter. Observar que conforme diminui o volume pulmonar, esse fluxo expiratório máximo também se torna menor. A principal razão para isso é que, no pulmão aumentado de volume, os brônquios e bronquíolos são mantidos abertos parcialmente pela tração elástica exercida em seu exterior pelos elementos estruturais do pulmão; contudo, à medida que os pulmões diminuem de tamanho, essas estruturas se relaxam, de forma que os brônquios e bronquíolos colapsam mais facilmente. Voltando ao exemplo da asma, doença onde há obstrução das vias aéreas, costuma ser muito mais difícil expirar do que inspirar, pois a tendência ao fechamento das vias aéreas é grandemente aumentada pela pressão positiva do tórax durante a expiração, enquanto a pressão pleural negativa da inspiração mantém as vias realmente abertas, ao mesmo tempo em que expande os alvéolos. Portanto, o ar tende a penetrar facilmente nos pulmões, porém, a seguir, ele fica neles aprisionado. Durante um período de meses ou anos, esse efeito aumenta tanto a capacidade pulmonar total quanto o volume residual. Além disso, por causa da obstrução das vias aéreas e pelo fato dessas estruturas colapsarem mais facilmente do que as vias aéreas normais, o fluxo respiratório máximo fica muito reduzido. Na asma também há outras alterações na mecânica respiratória: -A expiração se prolonga devido a resistência que o fluxo encontra; -A capacidade vital pode apresentar-se normal, mas requer mais tempo para completar a expiração máxima; -VRE aumenta, pois a posição expiratória se encontra deslocada e o pulmão conserva mais o ar ao fim da expiração; -É comum o aumento da VP (ventilação pulmonar ou volume-minuto); -Desigualdade na ventilação alveolar, com grupos de alvéolos hiperventilados e outros hipoventilados, podendo acarretar queda na pO2 arterial; Muitas vezes a capacidade vital de uma pessoa asmática está diminuída (vide dados obtidos emn aula prática) o que se explica pela perda da complacência ou distensibilidade dos pulmões na asma. Já o aumento na capacidade residual funcional e volume residual explica-se pela resistência ao fluxo aéreo. VOLUME EXPIRATÓRIO FORÇADO (VEF1) Existe grande diferença na velocidade de fluxo máximo com que as pessoas conseguem expirar, especialmente durante o primeiro segundo. Portanto, costuma-se registrar o volume expiratório forçado durante o primeiro segundo (VEP1), e este será utilizado para comparação entre pessoas normais e anormais (como no caso da obstrução da via aérea e no caso da asma).
Fonte :

O ar que está alojado dentro dos pulmões é constantemente renovado, permitindo, desta forma, que a hematose se concretize. Mas, para tanto, é necessário que os pulmões mantenham um ritmo e uma amplitude de movimento adequados. Assim, obtemos os resultados da quantidade de ar que ingressa no aparelho respiratório bem como a velocidade de circulação do ar durante os ciclos da respiração. A espirometria é a medida da quantidade de ar inspirado e expirado expressa em litros. O rendimento respiratório é a velocidade de renovação do ar expresso em litros por segundo. VOLUMES E CAPACIDADES PULMONARES: O AR CONTIDO NOS PULMÕES Considera-se que do ritmo e da amplitude dos movimentos do aparelho torácico pulmonar depende o renovamento do ar nos pulmões e consequentemente a constância da hematose. Esta é a resultante da quantidade de ar introduzida em cada respiração e da velocidade com a qual ele circula no aparelho respiratório. Em cada movimento respiratório normal, movimenta-se um volume de ar que se conhece  com o nome de volume corrente, ou seja, é o volume de ar inspirado ou expirado em cada incursão respiratória normal, perfazendo cerca de 500ml no homem adulto jovem normal. Ao final de uma expiração normal (posição expiratória de repouso), ficam nos pulmões cerca de 2.300 ml de ar. Este volume é denominado capacidade residual funcional e é igual ao volume de reserva expiratório mais o volume residual. Volume de reserva expiratório é a quantidade de ar que ainda pode ser expirada, pela expiração forçada, após o término da expiração corrente normal, normalmente cerca de 1.100 ml. Volume residual é o volume de ar que ainda permanece no pulmão após um expiração forçada, é em média de 1.200 ml. Volume de reserva inspiratório é o volume extra de ar que pode ser inspirado, sobre e além do volume corrente normal, em geral é de 3.000 ml. A capacidade inspiratória é o volume máximo que pode ser inspirado a partir da posição expiratória de repouso, distendendo os pulmões ao máximo. Compreende, portanto a soma do volume corrente e do volume de reserva inspiratório , ou seja cerca de 3.500 ml. O volume que é possível expulsar durante uma expiração forçada consecutiva a inspiração máxima é denominado capacidade vital, que corresponde a 4.500 ml, o que significa o maior volume de ar que pode ser movimentado num único movimento respiratório e compreende a soma de volume corrente, volume de reserva inspiratório e o expiratório. A capacidade pulmonar total é o volume máximo a que os pulmões podem ser expandidos com o maior esforço respiratório possível (cerca de 5.800 ml), é igual a capacidade vital mais o volume residual. É o maior volume que os pulmões e o tórax podem alcançar. Todos os volumes e capacidades pulmonares são cerca de 20 a 25% menores na mulher do que no homem, e evidentemente apresentam valores maiores em pessoas grandes e atléticas do que nas pessoas astênicas e pequenas. O volume corrente é calculado facilmente a partir dos espirogramas, ou dividindo-se a ventilação pulmonar total pela frequência respiratória. A frequência respiratória e o volume corrente variam muito de um indivíduo a outro. Habitualmente a frequência respiratória no adulto encontra-se entre 10 a 15 respirações por minuto e o VC entre 400 a 600 ml. 1.CAPACIDADE VITAL: VC + VRI + VRE= 4.500 ml 2.CAPACIDADE INSPIRATÓRIA= VC = VRI= 3.500 ml 3.CAPACIDADE RESIDUAL FUNCIONAL= VRE = VR= 2.500 ml 4.CAPACIDADE PULMONAR TOTAL= CV = VR= 5.800 ml a) Nível Expiratório de Repouso: A ventilação pulmonar normal é realizada quase totalmente pelos músculos da inspiração. Ao relaxarem, as propriedades elásticas dos pulmões e do tórax fazem com que os pulmões retraiam passivamente; portanto quando os músculos inspiratórios se acham totalmente relaxados, os pulmões retornam a um estado de relaxamento denominado Nível Expiratório de Repouso. O volume de ar nos pulmões neste nível é igual a capacidade residual funcional, ou cerca de 2.300 ml no adulto jovem. b) Significado dos Volumes e Capacidades Pulmonares: Nas pessoas normais, o volume de ar dos pulmões dependem essencialmente do tamanho e da estrutura corporal. Além disso, os diferentes volumes e capacidades se alteram com a posição do corpo; a maior parte deles diminui quando a pessoa se deita e aumenta quando ela se levanta. Esta mudança com a posição se deve a dois fatores principais: primeiro, a tendência do conteúdo abdominal a fazer pressão para cima, contra o diafragma., quando a pessoa está deitada, e, segundo, o aumento do volume sanguíneo pulmonar na posição deitada, que diminui correspondentemente o espaço disponível para o ar pulmonar. c) Significado do Volume Residual: O volume residual representa o ar que não pode ser removido dos pulmões mesmo através de uma expiração forçada. É importante porque mantém ar dentro dos alvéolos, que, por sua vez, fazem a aeração do sangue nos intervalos das respirações. Não fosse o ar residual, a concentração de dióxido de carbono no sangue aumentaria e cairia muito em cada respiração, e certamente seria desvantajoso para o processo respiratório. d) Significado da Capacidade Vital: Outros fatores que não a arquitetura anatômica de uma pessoa e que afetam a capacidade vital são: (1) a posição da pessoa durante a determinação da capacidade vital;(2) a força dos músculos respiratórios e (3) a distensibilidade dos pulmões e da caixa torácica, o que é denominado complacência pulmonar. A capacidade vital média no adulto jovem masculino é de mais ou menos 4,6 l e, no adulto jovem feminino, cerca de 3,1 l, embora esses valores sejam muito maiores em algumas pessoas do mesmo peso que em outras. Uma pessoa alta e magra, em geral, possui uma capacidade vital maior do que uma pessoa obesa, e um atleta bem desenvolvido pode ter uma taxa vital 30 a 40% acima do normal, isto é, de 6 a 7 litros. VOLUME-MINUTO RESPIRATÓRIO, FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA E VOLUME CORRENTE O volume-minuto respiratório é a quantidade total de ar novo que entra nas vias respiratórias a cada minuto e equivale ao volume corrente multiplicado pela frequência respiratória. O volume corrente normal é de cerca de 500 ml e a frequência respiratória normal aproximada é de 12 respirações por minuto. Portanto, o volume-minuto respiratório é, em média, cerca de 6 l por minuto. Uma pessoa pode ocasionalmente viver por pequenos períodos de tempo com um volume-minuto tão baixo como 1,5 l por minuto e com uma frequência respiratória tão baixa como de 2 a 4 respirações por minuto. Às vezes, a frequência respiratória se eleva a 40 a 50 por minuto e o volume corrente pode tornar-se tão grande como a capacidade vital, cerca de 4.600 ml no adulto jovem masculino. Contudo, com a frequência respiratória rápida, uma pessoa geralmente não pode manter o volume corrente maior do que a metade da capacidade vital. Mantido o mesmo volume-minuto, duplica-se a frequência respiratória, o volume corrente fica pela metade. ESPAÇO MORTO Parte do ar que uma pessoa respira nunca alcança as áreas de troca gasosa, servindo apenas para encher as vias respiratórias. Este ar é denominado ar do espaço morto, pois não é útil para o processo de troca gasosa. Na expiração, o ar no espaço morto é expirado primeiro, antes que qualquer ar proveniente dos alvéolos alcance a atmosfera. Portanto, o espaço morto é igualmente desvantajoso para remover dos pulmões os gases expiratórios. O espaço morto normal, no adulto jovem, é de cerca de 150 ml. Este valor aumenta um pouco com a idade. Espaço morto anatômico: é o volume de todo o espaço do sistema respiratório, com exclusão das áreas de troca gasosa. Espaço morto fisiológico: quando o espaço morto alveolar é incluído na mensuração total do espaço morto. FREQUÊNCIA DA VENTILAÇÃO ALVEOLAR Ventilação alveolar por minuto é o volume total do ar que penetra nos alvéolos (e em outras áreas adjacentes de troca gasosa) a cada minuto. É igual a frequência respiratória multiplicada pela quantidade de ar novo que penetra nos alvéolos e cada incursão respiratória. Desse modo, com o volume corrente normal de 500 ml, o espaço morto de 150 ml e uma frequência respiratória de 12 por minuto, a ventilação alveolar é igual a 12 x (500 – 150) ou 4.200 ml por minuto. Teoricamente, quando o volume corrente cai até igualar o volume do espaço morto, isso significa que absolutamente nenhum ar novo está penetrando nos alvéolos a cada incursão respiratória, e a ventilação alveolar por minuto passa a ser zero, por mais rapidamente que a pessoa respire. Entretanto, isso não é inteiramente verdadeiro, pois os padrões de fluxo nas passagens aéreas permite que o ar alveolar seja expirado antes de ser expirado todo o ar do espaço morto. Além disso, o mesmo é válido para a inspiração. Portanto, pode haver pequena quantidade de ventilação alveolar até mesmo com volumes correntes de apenas 60 a 75 ml. Por outro lado, quando o volume corrente é de vários litros, o efeito do volume do espaço morto sobre a ventilação é quase insignificante. ESPIROMETRIA A capacidade vital e suas divisões podem ser medidas com um espirômetro registrador. Esse método consiste em registrar o volume de ar movimentado para dentro e para fora dos pulmões expresso em litros ou frações de litros. Esse aparelho consiste em um tambor invertido sobre uma câmara de água; o tambor é contrabalançado por um peso. No tambor, existe uma mistura de gases respiratórios, geralmente ar ou oxigênio, e um tubo conecta a boca do indivíduo examinado com essa câmara de gás. Ao respirar para dentro e fora da câmara, o tambor se eleva e cai, e um registro apropriado é feito sobre uma folha de papel em movimento. Diversos tipos de aparelhos permitem a prática de Espirometria. O mais conhecido é o espirômetro de Huntchinson. Compõe-se o aparelho: -De um reservatório, aberto na extremidade superior; -De um tubo vertical, que atravessa um cilindro envolvido pela água do reservatório; a extremidade superior do tubo é livre e se acerca do bordo do recipiente; a outra se continua com um tubo de borracha que leva um bocal de vidro; -De uma câmara invertida, alojada dentro do reservatório e que aí se mantêm em equilíbro por meio do contrapeso, unida a ele por um fio que se liga a uma polia. -De uma escala, graduada em litros e frações de litro, que permite apreciar e medir os movimentos da campânula. Enche-se de água o cilindro, até que a extremidade superior do tubo apenas sobressaia. Inicialmente expulsa-se o ar da campânula, de maneira que o indicador se encontre em face do zero da escala. Qualquer introdução de ar no aparelho, através do bocal, revela-se por uma ascensão da campânula, posto que o ar vai substituir a água que o enche. Deste modo a campânula sobrenada e, sendo ela exatamente equilibrada pelo contrapeso, guarda, em qualquer momento, a posição que tomou; a quantidade de ar introduzido é então lido na escala pela posição do indicador. ESPIROGRAFIA O espirograma é uma representação gráfica que mostra as alterações no volume do pulmão sob diferentes condições de respiração. Os volumes e capacidades pulmonares são determinadas em um espirógrafo. Quando o indivíduo inspira, o estilete sobe, e na expiração ele desce. EXPERIMENTO: a) Volume de ar Corrente (VC): É medido a partir de uma inspiração normal e uma expiração também normal. Inicialmente mediu-se o volume minuto respiratório, ou seja, medimos a quantidade de ar expirado em um minuto com expirações normais. Além disso contou-se o número de respirações e obteve-se o volume de ar corrente. Normalmente, em um homem jovem adulto normal, corresponde a 500 ml. b) Volume de Reserva Inspiratório (VRI): Inicialmente o indivíduo inspira normalmente, a seguir, após essa inspiração normal ele inspira forçadamente, promovendo um acréscimo de ar nos pulmões, o qual é medido e denomina-se volume de reserva inspiratório. Esse volume equivale a cerca de 3.000 ml. c) Volume de Reserva Expiratório (VRE): É o volume de ar medido após uma inspiração normal mediante um esforço expiratório máximo. Corresponde em média a 1.100 ml. d) Volume Residual (VR): É o volume de ar que permanece nos pulmões mesmo após uma expiração forçada máxima. Por isso não pode ser medido através do espirômetro. Ele varia conforme o indivíduo, mas corresponde aproximadamente a 1.200 ml para uma pessoa de 70 Kg. Assim seria em média 17 ml por Kg de peso. Porém deve-se considerar que varia de acordo com as dimensões da caixa toráxica. As capacidades pulmonares correspondem a soma de dois ou mais volumes pulmonares. ALGUMAS CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES Ao examinarmos os valores obtidos por espirometria devemos levar em conta os seguintes aspectos: 1) para diferentes valores de volume corrente: -superfície corporal; -sexo; -posição; -idade; 2) para os volumes de reserva inspiratória e expiratória: -postura; -tipo respiratório; -ventilação pulmonar ou volume-minuto, que pode apresentar grande variabilidade. Outra observação importante é que o volume residual não pode ser medido diretamente por espirometria, pois é o volume que permanece no pulmão mesmo na expiração forçada. FLUXO EXPIRATÓRIO MÁXIMO Na asma, como em outras doenças respiratórias, a resistência ao fluxo aéreo torna-se particularmente grande durante a expiração. Para compreender os fatores que exercem efeito sobre a capacidade da pessoa em expirar foi criado o conceito Fluxo Expiratório Máximo: é o fluxo expiratório causado por uma grande força expiratória a partir da qual nenhuma força adicional expiratória pode aumentá-lo. O fluxo expiratório máximo é maior quando os pulmões estão cheios com grande volume de ar do que quando estão vazios. O efeito do colapso bronquiolar sobre o fluxo expiratório máximo pode ser notado da seguinte forma: -A pessoa normal inala o máximo possível de ar; -Após, essa pessoa expira com esforço expiratório máximo até não mais poder expirar. Então rapidamente é alcançado o fluxo aéreo expiratório máximo que pode ser superior a 400 ml/min. Porém, seja qual for o esforço expiratório adicional que venha a exercer, ainda será esse fluxo que ele consegue obter. Observar que conforme diminui o volume pulmonar, esse fluxo expiratório máximo também se torna menor. A principal razão para isso é que, no pulmão aumentado de volume, os brônquios e bronquíolos são mantidos abertos parcialmente pela tração elástica exercida em seu exterior pelos elementos estruturais do pulmão; contudo, à medida que os pulmões diminuem de tamanho, essas estruturas se relaxam, de forma que os brônquios e bronquíolos colapsam mais facilmente. Voltando ao exemplo da asma, doença onde há obstrução das vias aéreas, costuma ser muito mais difícil expirar do que inspirar, pois a tendência ao fechamento das vias aéreas é grandemente aumentada pela pressão positiva do tórax durante a expiração, enquanto a pressão pleural negativa da inspiração mantém as vias realmente abertas, ao mesmo tempo em que expande os alvéolos. Portanto, o ar tende a penetrar facilmente nos pulmões, porém, a seguir, ele fica neles aprisionado. Durante um período de meses ou anos, esse efeito aumenta tanto a capacidade pulmonar total quanto o volume residual. Além disso, por causa da obstrução das vias aéreas e pelo fato dessas estruturas colapsarem mais facilmente do que as vias aéreas normais, o fluxo respiratório máximo fica muito reduzido. Na asma também há outras alterações na mecânica respiratória: -A expiração se prolonga devido a resistência que o fluxo encontra; -A capacidade vital pode apresentar-se normal, mas requer mais tempo para completar a expiração máxima; -VRE aumenta, pois a posição expiratória se encontra deslocada e o pulmão conserva mais o ar ao fim da expiração; -É comum o aumento da VP (ventilação pulmonar ou volume-minuto); -Desigualdade na ventilação alveolar, com grupos de alvéolos hiperventilados e outros hipoventilados, podendo acarretar queda na pO2 arterial; Muitas vezes a capacidade vital de uma pessoa asmática está diminuída (vide dados obtidos emn aula prática) o que se explica pela perda da complacência ou distensibilidade dos pulmões na asma. Já o aumento na capacidade residual funcional e volume residual explica-se pela resistência ao fluxo aéreo. VOLUME EXPIRATÓRIO FORÇADO (VEF1) Existe grande diferença na velocidade de fluxo máximo com que as pessoas conseguem expirar, especialmente durante o primeiro segundo. Portanto, costuma-se registrar o volume expiratório forçado durante o primeiro segundo (VEP1), e este será utilizado para comparação entre pessoas normais e anormais (como no caso da obstrução da via aérea e no caso da asma).

Fonte : Portal da Fisioterapia

Grávidas têm de se cuidar mais no verão

maio 15th, 2012 por admin No comments »
De acordo com a fisioterapeuta Silvia Rezek, do Hospital Santa Paula, o útero se expande, ocorre aumento de peso e tamanho das mamas, contribuindo para o deslocamento do centro da gravidade para cima e para frente. “Para se aliviarem do desconforto e das dores, muitas gestantes adotam posturas incorretas, impondo à coluna vertebral e às articulações um esforço excessivo. Esse quadro também tende a prejudicar a circulação sangüínea e, conseqüentemente, aumentar os episódios de inchaços nas pernas e braços”, diz a especialista. Silvia argumenta que, mais do que uma orientação de atividade física, a fisioterapia pode facilitar o parto, além de garantir maior bem-estar à futura mamãe. “A gestante é levada a tomar consciência do próprio corpo, reeducar sua postura e fazer exercícios regularmente de forma adequada, sempre após liberação do obstetra”, diz.
Segundo a fisioterapeuta, para cada gestante há um tipo mais adequado de atividade, sendo que as mais indicadas são caminhadas, hidroterapia e Reeducação Postural Global (RPG). “Indicamos a RPG somente a partir do terceiro mês de gravidez, otimizando o relaxamento da coluna e a liberação da respiração. O objetivo final é diminuir os quadros de dores, aumentar o retorno venoso, a circulação linfática, e diminuir o inchaço durante a gravidez.” Pele: saiba o que pode e o que não pode. De acordo com a médica dermatologista Lílian Estefan, vários cuidados com a pele, o corpo e os cabelos são importantes durante a gravidez.
Conheça os procedimentos liberados e proibidos:
• A renovação celular promovida pela exfoliação favorece a hidratação da derme. No rosto, ela ajuda na eliminação daquelas manchas típicas da gravidez. No entanto, os cosméticos utilizados devem promover uma ação suave e não a descamação da pele. Esteja atenta.
• A exfoliação corporal suave também traz ótimos benefícios para essa fase, ativando a circulação e deixando a pele mais macia. Ela também é indicada para deixar a pele dos mamilos mais espessa e resistente para o momento da amamentação, prevenindo rachaduras. • Depilação com lâmina, cera quente ou fria está liberada. A depilação a laser está desaconselhada durante a gravidez, porque as gestantes têm mais chances de ficar com a pele manchada.
• A grávida não deve lançar mão de preenchedores e Botox. Embora a toxina botulínica tenha ação localizada, é melhor deixar para recorrer a seus efeitos depois do parto.
• Tintura, descoloração e outras químicas não devem ser utilizadas nos três primeiros meses de gestação, já que exalam cheiro muito forte e são absorvidos pela pele.São contra-indicados.
• A escova progressiva está proibida por causa do uso de formol. Mesmo com o componente em quantidade reduzida, o procedimento ainda é arriscado, havendo grandes chances de ser absorvido pelo organismo.
• O protetor solar é imprescindível durante os nove meses, principalmente no verão. Apesar de prevenir as manchas comuns desse período, o indicado é usar filtro com proteção solar a partir de 30, reaplicando freqüentemente. Há bons produtos no mercado.
• A hidratação corporal e facial é fundamental durante a gravidez, sobretudo na barriga, seios e nádegas, áreas em que a pele vai esticar mais em decorrência do crescimento do bebê. Nessas regiões é aconselhável usar hidratante após o banho para evitar o aparecimento das estrias ou um creme antiestrias.
• Apesar de a oleosidade natural aumentar durante os nove meses, a pele do rosto também deve ser hidratada, só que com produtos oil free. • Para a limpeza facial e corporal utilizar os sabonetes líquidos ou leites de limpeza em peles muito secas. • O tônico pode ser utilizado para normalização do Ph da pele, evitando o aparecimento de acnes pelo aumento da oleosidade, além de deixar a pele mais hidratada.
*31/01/2007
Fonte:Portal da Fisioterapia
De acordo com a fisioterapeuta Silvia Rezek, do Hospital Santa Paula, o útero se expande, ocorre aumento de peso e tamanho das mamas, contribuindo para o deslocamento do centro da gravidade para cima e para frente. “Para se aliviarem do desconforto e das dores, muitas gestantes adotam posturas incorretas, impondo à coluna vertebral e às articulações um esforço excessivo. Esse quadro também tende a prejudicar a circulação sangüínea e, conseqüentemente, aumentar os episódios de inchaços nas pernas e braços”, diz a especialista. Silvia argumenta que, mais do que uma orientação de atividade física, a fisioterapia pode facilitar o parto, além de garantir maior bem-estar à futura mamãe. “A gestante é levada a tomar consciência do próprio corpo, reeducar sua postura e fazer exercícios regularmente de forma adequada, sempre após liberação do obstetra”, diz.
Segundo a fisioterapeuta, para cada gestante há um tipo mais adequado de atividade, sendo que as mais indicadas são caminhadas, hidroterapia e Reeducação Postural Global (RPG). “Indicamos a RPG somente a partir do terceiro mês de gravidez, otimizando o relaxamento da coluna e a liberação da respiração. O objetivo final é diminuir os quadros de dores, aumentar o retorno venoso, a circulação linfática, e diminuir o inchaço durante a gravidez.” Pele: saiba o que pode e o que não pode. De acordo com a médica dermatologista Lílian Estefan, vários cuidados com a pele, o corpo e os cabelos são importantes durante a gravidez.
Conheça os procedimentos liberados e proibidos:
• A renovação celular promovida pela exfoliação favorece a hidratação da derme. No rosto, ela ajuda na eliminação daquelas manchas típicas da gravidez. No entanto, os cosméticos utilizados devem promover uma ação suave e não a descamação da pele. Esteja atenta.
• A exfoliação corporal suave também traz ótimos benefícios para essa fase, ativando a circulação e deixando a pele mais macia. Ela também é indicada para deixar a pele dos mamilos mais espessa e resistente para o momento da amamentação, prevenindo rachaduras. • Depilação com lâmina, cera quente ou fria está liberada. A depilação a laser está desaconselhada durante a gravidez, porque as gestantes têm mais chances de ficar com a pele manchada.
• A grávida não deve lançar mão de preenchedores e Botox. Embora a toxina botulínica tenha ação localizada, é melhor deixar para recorrer a seus efeitos depois do parto.
• Tintura, descoloração e outras químicas não devem ser utilizadas nos três primeiros meses de gestação, já que exalam cheiro muito forte e são absorvidos pela pele.São contra-indicados.
• A escova progressiva está proibida por causa do uso de formol. Mesmo com o componente em quantidade reduzida, o procedimento ainda é arriscado, havendo grandes chances de ser absorvido pelo organismo.
• O protetor solar é imprescindível durante os nove meses, principalmente no verão. Apesar de prevenir as manchas comuns desse período, o indicado é usar filtro com proteção solar a partir de 30, reaplicando freqüentemente. Há bons produtos no mercado.
• A hidratação corporal e facial é fundamental durante a gravidez, sobretudo na barriga, seios e nádegas, áreas em que a pele vai esticar mais em decorrência do crescimento do bebê. Nessas regiões é aconselhável usar hidratante após o banho para evitar o aparecimento das estrias ou um creme antiestrias.
• Apesar de a oleosidade natural aumentar durante os nove meses, a pele do rosto também deve ser hidratada, só que com produtos oil free. • Para a limpeza facial e corporal utilizar os sabonetes líquidos ou leites de limpeza em peles muito secas. • O tônico pode ser utilizado para normalização do Ph da pele, evitando o aparecimento de acnes pelo aumento da oleosidade, além de deixar a pele mais hidratada.

A atividade física e o câncer

maio 14th, 2012 por admin No comments »
Esse cansaço resulta em diminuição significativa da capacidade funcional, levando-os a uma perda de qualidade de vida. O metabolismo de pacientes portadores de câncer sofre modificações devido ao estresse criado pela própria doença, como também pelos efeitos colaterais produzidos pelos tratamentos tradicionais administrados (cirurgia, quimioterapia ou radioterapia). As combinações dessas modificações metabólicas podem ser associadas à depressão psicológica e à diminuição do apetite, fatores que levam os pacientes a iniciarem um ciclo vicioso de perda de massa muscular, diminuição nos níveis de atividade física, resultando em um estado de fraqueza generalizada.
A atividade física produz alterações metabólicas e morfológicas crônicas que podem torná-la uma acréscimo importante no tratamento e no processo de recuperação envolvendo pacientes com câncer. Alguns centros especializados em reabilitação, nos Estados Unidos, têm utilizado diferentes programas de exercícios físicos na recuperação desses pacientes. Programas de tal natureza têm objetivos variados, mas o principal objetivo é utilizar uma associação de atividades visando a diminuição das alterações deletérias causadas no metabolismo, melhorando assim a qualidade de vida e criando uma melhor expectativa no combate à doença.
Os principais benefícios são reconhecidos sobretudo na capacidade cardiovascular, pulmonar e muscular, através da melhora do consumo de oxigênio, da coordenação, do equilíbrio, da força, da flexibilidade, e da diminuição da gordura corporal. Além disso, o aspecto psicológico é ativado, uma vez que eleva a auto-estima, incentivando uma melhor disposição nas atividades diárias. A fisioterapia tem trabalhado em diversos programas de reabilitação para o paciente oncológico. Traçar um plano de condicionamento adequado requer ao fisioterapeuta o conhecimento da doença, suas complicações e os efeitos do tratamento. O importante é que a atividade seja bem indicada, aplicada e monitorada por um profissional capacitado da área da saúde. A assistência fisioterapêutica, além de tratar e amenizar, por exemplo a fadiga, a fraqueza muscular e algumas outras complicações, visa também prevenir o aparecimento desses sintomas citados.
Por isso a intervenção/abordagem precoce; treinando, condicionando e orientando os pacientes, antes mesmo do início do tratamento específico,(quimioterapia e cirurgia por exemplo), são de notável valia melhorando significativamente as condições físicas para enfrentar o tratamento. Lançamos mão de diversas atividades de reabilitação, como a aeróbica: caminhada em esteira ou exercícios ativos em solo, exercícios com e sem carga (peso), alongamentos, relaxamento muscular. Tais atividades são associadas a exercícios respiratórios, além de uma monitorização adequada durante toda a atividade e o acompanhamento de toda a equipe multidisciplinar presente na CliniOnco.
Consulte seu médico oncologista. Poucas são as restrições para a prática de atividade física, o que não indicamos é o sedentarismo, permanecer somente deitado, em casa sem exercer atividade alguma é o que agrava e favorece o cansaço e a fraqueza muscular. A CliniOnco oferece programa individualizado e orientado de condicionamento físico. E, em breve, programa em grupo de exercícios físicos regulares durante o tratamento. LEMBRE-SE: A FALTA DE ATIVIDADE FÍSICA É UMA IMPORTANTE CAUSA SUBJACENTE DE DOENÇA E INCAPACIDADE, PORTANTO, EXERCITE-SE!!!
Fonte: Portal da Fisioterapia

Esse cansaço resulta em diminuição significativa da capacidade funcional, levando-os a uma perda de qualidade de vida. O metabolismo de pacientes portadores de câncer sofre modificações devido ao estresse criado pela própria doença, como também pelos efeitos colaterais produzidos pelos tratamentos tradicionais administrados (cirurgia, quimioterapia ou radioterapia). As combinações dessas modificações metabólicas podem ser associadas à depressão psicológica e à diminuição do apetite, fatores que levam os pacientes a iniciarem um ciclo vicioso de perda de massa muscular, diminuição nos níveis de atividade física, resultando em um estado de fraqueza generalizada.

A atividade física produz alterações metabólicas e morfológicas crônicas que podem torná-la uma acréscimo importante no tratamento e no processo de recuperação envolvendo pacientes com câncer. Alguns centros especializados em reabilitação, nos Estados Unidos, têm utilizado diferentes programas de exercícios físicos na recuperação desses pacientes. Programas de tal natureza têm objetivos variados, mas o principal objetivo é utilizar uma associação de atividades visando a diminuição das alterações deletérias causadas no metabolismo, melhorando assim a qualidade de vida e criando uma melhor expectativa no combate à doença.

Os principais benefícios são reconhecidos sobretudo na capacidade cardiovascular, pulmonar e muscular, através da melhora do consumo de oxigênio, da coordenação, do equilíbrio, da força, da flexibilidade, e da diminuição da gordura corporal. Além disso, o aspecto psicológico é ativado, uma vez que eleva a auto-estima, incentivando uma melhor disposição nas atividades diárias. A fisioterapia tem trabalhado em diversos programas de reabilitação para o paciente oncológico. Traçar um plano de condicionamento adequado requer ao fisioterapeuta o conhecimento da doença, suas complicações e os efeitos do tratamento. O importante é que a atividade seja bem indicada, aplicada e monitorada por um profissional capacitado da área da saúde. A assistência fisioterapêutica, além de tratar e amenizar, por exemplo a fadiga, a fraqueza muscular e algumas outras complicações, visa também prevenir o aparecimento desses sintomas citados.

Por isso a intervenção/abordagem precoce; treinando, condicionando e orientando os pacientes, antes mesmo do início do tratamento específico,(quimioterapia e cirurgia por exemplo), são de notável valia melhorando significativamente as condições físicas para enfrentar o tratamento. Lançamos mão de diversas atividades de reabilitação, como a aeróbica: caminhada em esteira ou exercícios ativos em solo, exercícios com e sem carga (peso), alongamentos, relaxamento muscular. Tais atividades são associadas a exercícios respiratórios, além de uma monitorização adequada durante toda a atividade e o acompanhamento de toda a equipe multidisciplinar presente na CliniOnco.

Consulte seu médico oncologista. Poucas são as restrições para a prática de atividade física, o que não indicamos é o sedentarismo, permanecer somente deitado, em casa sem exercer atividade alguma é o que agrava e favorece o cansaço e a fraqueza muscular. A CliniOnco oferece programa individualizado e orientado de condicionamento físico. E, em breve, programa em grupo de exercícios físicos regulares durante o tratamento. LEMBRE-SE: A FALTA DE ATIVIDADE FÍSICA É UMA IMPORTANTE CAUSA SUBJACENTE DE DOENÇA E INCAPACIDADE, PORTANTO, EXERCITE-SE!!!

Fonte: Portal da Fisioterapia

Quando as células do nervo óptico morrem

maio 11th, 2012 por admin No comments »

No glaucoma, este processo falha. O humor aquoso não é drenado, e acumula-se no interior do olho. Em consequência, a pressão ocular começa, mais ou menos rapidamente, a subir. Este aumento da pressão intra-ocular impede que o sangue – aqui sim – atinja os milhares de células nervosas do nervo óptico que, mais atrás, levam as imagens ao cérebro. Sem oxigénio e nutrientes, estas células deixam de funcionar, e em consequência, começam a surgir zonas cegas no campo visual: primeiro na visão mais periférica, depois lentamente atingindo a visão central. Por fim, no curso final da doença não controlada, estas últimas e mais resistentes células da visão central podem morrer, e a cegueira pode ocorrer.
Quadros clínicos
O glaucoma não é uma doença única, antes apresenta diversos quadros clínicos de diferente incidência e frequência: o glaucoma de ângulo aberto, o mais frequente entre nós; o glaucoma de ângulo estreito, menos comum mas que pode conduzir a crises agudas responsáveis por rápidas perdas de visão; e o glaucoma congénito, menos frequente, mas grave pela limitação visual que pode impor, logo à nascença, para toda uma vida. Independentemente da forma de apresentação, o glaucoma representa, de forma global, uma das três maiores causas de cegueira, juntamente com a diabetes ocular e a degenerescência macular associada à idade. Para além disso, mesmo os doentes com glaucoma controlado podem ter outro tipo de limitações visuais: na visão periférica, na sensibilidade ao contraste, na visão das cores.
Diagnóstico
O diagnóstico do glaucoma passa, em primeiro lugar, pela avaliação da pressão intra-ocular. Tão importante como esta, é o exame do fundo do olho – a oftalmoscopia – e o estudo dos campos visuais. Atualmente, o diagnóstico do glaucoma é auxiliado por aparelhos sofisticados que calculam o número de fibras nervosas perdidas pelos vários sectores do nervo óptico. Quem está em maior risco de contrair glaucoma? Como se trata de uma doença cuja incidência aumenta com a idade, é sensato consultar o oftalmologista quando se passa os 40 anos; tendo familiares com glaucoma, o risco aumenta e a vigilância deve iniciar-se mais cedo. Apesar da maior parte dos glaucomas poder ser controlada com medicamentos locais (colírios), um grande número de doentes requer tratamento com laser e sobretudo com cirurgia, quando falham as hipóteses anteriores. Os serviços hospitalares e as instituições privadas de Oftalmologia têm feito um significativo esforço de melhoria, em termos de equipamento e qualidade assistencial. Ainda que muito possa ser melhorado, acreditamos que os portugueses têm ao ser dispor, a diferentes níveis, os meios para o diagnóstico e tratamento atualizado desta doença, que mesmo assim, continua a incapacitar, em termos visuais, milhões de pessoas em todo o mundo.
Fonte: Portal da Fisioterapia

No glaucoma, este processo falha. O humor aquoso não é drenado, e acumula-se no interior do olho. Em consequência, a pressão ocular começa, mais ou menos rapidamente, a subir. Este aumento da pressão intra-ocular impede que o sangue – aqui sim – atinja os milhares de células nervosas do nervo óptico que, mais atrás, levam as imagens ao cérebro. Sem oxigénio e nutrientes, estas células deixam de funcionar, e em consequência, começam a surgir zonas cegas no campo visual: primeiro na visão mais periférica, depois lentamente atingindo a visão central. Por fim, no curso final da doença não controlada, estas últimas e mais resistentes células da visão central podem morrer, e a cegueira pode ocorrer.

Quadros clínicos

O glaucoma não é uma doença única, antes apresenta diversos quadros clínicos de diferente incidência e frequência: o glaucoma de ângulo aberto, o mais frequente entre nós; o glaucoma de ângulo estreito, menos comum mas que pode conduzir a crises agudas responsáveis por rápidas perdas de visão; e o glaucoma congénito, menos frequente, mas grave pela limitação visual que pode impor, logo à nascença, para toda uma vida. Independentemente da forma de apresentação, o glaucoma representa, de forma global, uma das três maiores causas de cegueira, juntamente com a diabetes ocular e a degenerescência macular associada à idade. Para além disso, mesmo os doentes com glaucoma controlado podem ter outro tipo de limitações visuais: na visão periférica, na sensibilidade ao contraste, na visão das cores.

Diagnóstico

O diagnóstico do glaucoma passa, em primeiro lugar, pela avaliação da pressão intra-ocular. Tão importante como esta, é o exame do fundo do olho – a oftalmoscopia – e o estudo dos campos visuais. Atualmente, o diagnóstico do glaucoma é auxiliado por aparelhos sofisticados que calculam o número de fibras nervosas perdidas pelos vários sectores do nervo óptico. Quem está em maior risco de contrair glaucoma? Como se trata de uma doença cuja incidência aumenta com a idade, é sensato consultar o oftalmologista quando se passa os 40 anos; tendo familiares com glaucoma, o risco aumenta e a vigilância deve iniciar-se mais cedo. Apesar da maior parte dos glaucomas poder ser controlada com medicamentos locais (colírios), um grande número de doentes requer tratamento com laser e sobretudo com cirurgia, quando falham as hipóteses anteriores. Os serviços hospitalares e as instituições privadas de Oftalmologia têm feito um significativo esforço de melhoria, em termos de equipamento e qualidade assistencial. Ainda que muito possa ser melhorado, acreditamos que os portugueses têm ao ser dispor, a diferentes níveis, os meios para o diagnóstico e tratamento atualizado desta doença, que mesmo assim, continua a incapacitar, em termos visuais, milhões de pessoas em todo o mundo.

Fonte: Portal da Fisioterapia

Theme Tweaker by Unreal